O filme de 1997 Gosto de Cereja fechou a mostra do Ciclo de Cinema da Faculdade de Letras cujo tema foi: “Fim das Ideologias?”. Dirigido pelo renomado cineasta iraniano Abbas Kiarostami, nenhum outro longa encerraria tão bem esta mostra como o fez este filme.
Enquanto os outros filmes projetados tratavam basicamente de política, como Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos e Nunca Fomos Tão Felizes, Gosto de Cereja apresentou uma história simples e singular. Baddi quer se matar e procura operários no subúrbio para enterrá-lo. Nesta busca, ele conversa com pessoas que não aceitam o trabalho e, ainda, tentam fazê-lo desistir da idéia.
O que faz o filme ser brilhante para o fim desta mostra é que as opiniões das pessoas referem-se a uma certa ideologia, como a de um seminarista, mas, Baddi não se interessa por elas, inclusive, refuta-as. Até que ele encontra um senhor que aceita o trabalho, no entanto, ele tenta mostrar a Baddi o valor da vida através do cotidiano, das pequenas coisas que na maioria das vezes não são valorizadas. O senhor conta-lhe que também queria se matar, mas que mudou de idéia ao comer uma amora, pois valia à pena viver por seu gosto. Morto, perderia as coisas boas e simples que a realidade oferece.
Não é revelado se Baddi morre no fim do filme, pois ele termina mostrando as filmagens do longa. A intenção de Kiarostami era apresentar uma questão e deixar que o público pensasse seu final, isso mostra a influência do Neorealismo Italiano que não dirigia a visão e a reflexão do espectador, apresentava, apenas, um problema. Outra influência neorealista é a valorização do cotidiano, além dos planos longos e abertos.
Gosto de Cereja é um excelente filme que se encaixa em todos os contextos. E se perguntarem sobre o Fim das Ideologias? Não sei. Na verdade, companheiros e senhores, danem-se Marxs, Beauvoirs e Mao Tse-tungs. Porque o que eu quero mesmo é comer cerejas e amoras na companhia de Kiarostami.
Enquanto os outros filmes projetados tratavam basicamente de política, como Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos e Nunca Fomos Tão Felizes, Gosto de Cereja apresentou uma história simples e singular. Baddi quer se matar e procura operários no subúrbio para enterrá-lo. Nesta busca, ele conversa com pessoas que não aceitam o trabalho e, ainda, tentam fazê-lo desistir da idéia.
O que faz o filme ser brilhante para o fim desta mostra é que as opiniões das pessoas referem-se a uma certa ideologia, como a de um seminarista, mas, Baddi não se interessa por elas, inclusive, refuta-as. Até que ele encontra um senhor que aceita o trabalho, no entanto, ele tenta mostrar a Baddi o valor da vida através do cotidiano, das pequenas coisas que na maioria das vezes não são valorizadas. O senhor conta-lhe que também queria se matar, mas que mudou de idéia ao comer uma amora, pois valia à pena viver por seu gosto. Morto, perderia as coisas boas e simples que a realidade oferece.
Não é revelado se Baddi morre no fim do filme, pois ele termina mostrando as filmagens do longa. A intenção de Kiarostami era apresentar uma questão e deixar que o público pensasse seu final, isso mostra a influência do Neorealismo Italiano que não dirigia a visão e a reflexão do espectador, apresentava, apenas, um problema. Outra influência neorealista é a valorização do cotidiano, além dos planos longos e abertos.
Gosto de Cereja é um excelente filme que se encaixa em todos os contextos. E se perguntarem sobre o Fim das Ideologias? Não sei. Na verdade, companheiros e senhores, danem-se Marxs, Beauvoirs e Mao Tse-tungs. Porque o que eu quero mesmo é comer cerejas e amoras na companhia de Kiarostami.
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