No universo da comunicação, também temos a música. Por ela, exprimem-se sentimentos, conquistam-se nações (até mesmo em estádios lotados), realizam-se "viagens", manifestam-se ideologias...
O músico, tomado pela inspiração divina, prepara suas mãos, seus pés, sua boca, sua garganta para encher o mundo de barulho, tal qual o pintor com seus quadros ou o jornalista com seus artigos (olha a gente aí!).
Porém, caro leitor, voltemos um pouco na estória. Voltemos ao pré-momento do início do espetáculo, no qual o músico se prepara e sua barriga dói de nervosismo - mesmo se o show for pequeno, só para os amigos, afinal, "herrar é umano".
Fiz esta reflexão depois de me apresentar em julho passado com algumas bandas que toco em Monte Sião. Antes de começar o show, estava eu sentado num canto do camarim, observando a concentração dos meus amigos músicos, que faziam seus últimos ajustes em seus instrumentos musicais (bateria, guitarra, violão e baixo). Como sou tecladista, "meu filho" já estava montado no palco, todo programado, esperando-me.
Achei engraçado! Parece que o tecladista não tem este momento de intimidade com seu instrumento minutos antes de tocar no palco - coisa que os baixistas e guitarristas têm (até mesmo o baterista, já que ele carrega suas baquetas). Por isso, a relação de confiança entre o teclado e o tecladista deve ser grande. Para comprovar isso, espiei por uma brechinha da porta do camarim e lá estava ele: o meu teclado, quietinho, me aguardando. Parecia um pai esperando por seu filho ou o namorado esperando pelo seu amor.
De repente, um grito: "Marcelo! Vamos! Tá na hora do show!" Acordei da reflexão. Era chegada a hora! Os filhos dos homens seriam entregues nas mãos dos músicos (e o som seria entregue aos ouvidos dos espectadores).
Lá embaixo, gritos, urros e aplausos. No palco, umas poucas microfonias. E música por todo o espaço.O músico, tomado pela inspiração divina, prepara suas mãos, seus pés, sua boca, sua garganta para encher o mundo de barulho, tal qual o pintor com seus quadros ou o jornalista com seus artigos (olha a gente aí!).
Porém, caro leitor, voltemos um pouco na estória. Voltemos ao pré-momento do início do espetáculo, no qual o músico se prepara e sua barriga dói de nervosismo - mesmo se o show for pequeno, só para os amigos, afinal, "herrar é umano".
Fiz esta reflexão depois de me apresentar em julho passado com algumas bandas que toco em Monte Sião. Antes de começar o show, estava eu sentado num canto do camarim, observando a concentração dos meus amigos músicos, que faziam seus últimos ajustes em seus instrumentos musicais (bateria, guitarra, violão e baixo). Como sou tecladista, "meu filho" já estava montado no palco, todo programado, esperando-me.
Achei engraçado! Parece que o tecladista não tem este momento de intimidade com seu instrumento minutos antes de tocar no palco - coisa que os baixistas e guitarristas têm (até mesmo o baterista, já que ele carrega suas baquetas). Por isso, a relação de confiança entre o teclado e o tecladista deve ser grande. Para comprovar isso, espiei por uma brechinha da porta do camarim e lá estava ele: o meu teclado, quietinho, me aguardando. Parecia um pai esperando por seu filho ou o namorado esperando pelo seu amor.
De repente, um grito: "Marcelo! Vamos! Tá na hora do show!" Acordei da reflexão. Era chegada a hora! Os filhos dos homens seriam entregues nas mãos dos músicos (e o som seria entregue aos ouvidos dos espectadores).
PS: enquanto escrevia este texto, naquele momento da tal "concentração", lembrei-me destes alunos de Processo III (sim, vocês, meus caros amigos da Facom!) se concentrando antes daquela gravação do comentário. Lembram? Alguns faziam de conta que a parede era uma câmera, outros decoravam seus textos e falavam sem parar... É isso aí! Mais outra metade de curso e, brevemente, tocaremos nos palcos do jornalismo.
2 comentários:
Marcelo!!!
Adorei!! principalmente o recadinho final!!!
estou até com vergonha de postar meu texto, é sério!
Parabéns Marcelo, ficou bem legal!
* eu estou elogiando todos porque gostei de todos gente!
Uhuuuuuuul...
Bom demais marlao!
Beijooo!
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