Na última terça-feira foi anunciada, em diversas mídias, a notícia de que o Brasil estaria no grupo de países com alto desenvolvimento humano, ou seja, o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alcançou 0,8 ponto (em uma escala de 0 a 1).
Para o país ter chegado ao nível das nações com alto desenvolvimento, foram avaliados indicadores como educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (expectativa de vida ao nascer) e renda (PIB per capita). É claro que isso causou ofuror levando até o presidente do nosso país, Luiz Inácio Lula da Silva, comemorar com grande pompa a nova marca alcançada pelo governo.
Quem habita o Brasil sabe muito bem que o Brasil está longe de ser comparado com países como Islândia, Noruega, Austrália, Canadá e Irlanda, que lideram a lista do IDH. Pode-se desconfiar que ou a ONU usa de métodos pouco efetivos para chegar a essa classificação, ou os dados encontrados no nosso país são forjados.
Ao começar pela educação, é evidente o sucateamento da área, mesmo se apresentando altos índices de matrícula e aprovação. O país não possui infra-estrutura suficiente (vide vários lugares do Brasil onde as unidades escolares estão em péssimo estado), usa-se de critérios avaliativos duvidosos, onde os alunos passam de uma série a outra sem ter o aproveitamento adequado, e salários insuficientes para os responsáveis diretos da alfabetização brasileira, no caso, professores e funcionários. Todos nós sabemos, sem qualquer dúvida ou hipocrisia, que para se ter uma educação digna no país é preciso condições financeiras para bancar os colégios e cursos particulares.
Outro indicador considerado pelos avaliadores do IDH, é a longevidade da população brasileira. É óbvio que se tem muitos idosos com perfeitas condições de saúde em um universo de 180 milhões de pessoas, mas esse indicador desconsidera totalmente a violência que mata mais de 200 cidadãos por mês e a fome das regiões mais pobres do país, que extermina milhares por ano. Não se pode, de maneira alguma, avaliar a longevidade em um país onde os níveis de violência são altíssimos, e a população não condições de vida para levar o dia a dia com dignidade. Além de hipócrita, chega a ser desumano desconsiderar o grande contingente de pessoas que passam sérias dificuldades em nosso país.
O último critério avaliado pela ONU para dar a pontuação aos países é a renda, avaliada a partir do Produto Interno Bruto (PIB). Sim, o Brasil possui um PIB de 2,3 trilhões de reais, mas sabemos que nosso país é considerado um dos piores distribuidores de renda do mundo. Apenas 1% da população concentra em suas mãos boa parte do dinheiro que circula, ao mesmo tempo em que a classe média luta para pagar ao governo os altíssimos impostos, e os mais humildes procuram condições para almejar uma mobilidade social.
Tudo que foi falado não se pode achar em dados estatísticos e livros, porém pode-se comprovar com a mais fiel das avaliações: o olhar. Todo cidadão brasileiro vê e sente que o país precisa de constantes e maiores melhorias que possibilitem ao cidadão condições de sobrevivência. A cultura mais comum encontrada nos homens que coordenam a política brasileira é “tampar com a peneira” todos os problemas existentes, passando para a população que tudo está sob controle. Entretanto, o que eles não sabem, é que o estado de satisfação dos cidadãos vai muito além do que a mídia e os governantes relatam: eles sentem na própria pele as mazelas, e querem mudanças logo. Tratar com hipocrisia ou medo os problemas existentes no país, por mais que ele esteja em primeiro lugar no IDH, só levam a um caminho: o desespero.
Para o país ter chegado ao nível das nações com alto desenvolvimento, foram avaliados indicadores como educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (expectativa de vida ao nascer) e renda (PIB per capita). É claro que isso causou ofuror levando até o presidente do nosso país, Luiz Inácio Lula da Silva, comemorar com grande pompa a nova marca alcançada pelo governo.
Quem habita o Brasil sabe muito bem que o Brasil está longe de ser comparado com países como Islândia, Noruega, Austrália, Canadá e Irlanda, que lideram a lista do IDH. Pode-se desconfiar que ou a ONU usa de métodos pouco efetivos para chegar a essa classificação, ou os dados encontrados no nosso país são forjados.
Ao começar pela educação, é evidente o sucateamento da área, mesmo se apresentando altos índices de matrícula e aprovação. O país não possui infra-estrutura suficiente (vide vários lugares do Brasil onde as unidades escolares estão em péssimo estado), usa-se de critérios avaliativos duvidosos, onde os alunos passam de uma série a outra sem ter o aproveitamento adequado, e salários insuficientes para os responsáveis diretos da alfabetização brasileira, no caso, professores e funcionários. Todos nós sabemos, sem qualquer dúvida ou hipocrisia, que para se ter uma educação digna no país é preciso condições financeiras para bancar os colégios e cursos particulares.
Outro indicador considerado pelos avaliadores do IDH, é a longevidade da população brasileira. É óbvio que se tem muitos idosos com perfeitas condições de saúde em um universo de 180 milhões de pessoas, mas esse indicador desconsidera totalmente a violência que mata mais de 200 cidadãos por mês e a fome das regiões mais pobres do país, que extermina milhares por ano. Não se pode, de maneira alguma, avaliar a longevidade em um país onde os níveis de violência são altíssimos, e a população não condições de vida para levar o dia a dia com dignidade. Além de hipócrita, chega a ser desumano desconsiderar o grande contingente de pessoas que passam sérias dificuldades em nosso país.
O último critério avaliado pela ONU para dar a pontuação aos países é a renda, avaliada a partir do Produto Interno Bruto (PIB). Sim, o Brasil possui um PIB de 2,3 trilhões de reais, mas sabemos que nosso país é considerado um dos piores distribuidores de renda do mundo. Apenas 1% da população concentra em suas mãos boa parte do dinheiro que circula, ao mesmo tempo em que a classe média luta para pagar ao governo os altíssimos impostos, e os mais humildes procuram condições para almejar uma mobilidade social.
Tudo que foi falado não se pode achar em dados estatísticos e livros, porém pode-se comprovar com a mais fiel das avaliações: o olhar. Todo cidadão brasileiro vê e sente que o país precisa de constantes e maiores melhorias que possibilitem ao cidadão condições de sobrevivência. A cultura mais comum encontrada nos homens que coordenam a política brasileira é “tampar com a peneira” todos os problemas existentes, passando para a população que tudo está sob controle. Entretanto, o que eles não sabem, é que o estado de satisfação dos cidadãos vai muito além do que a mídia e os governantes relatam: eles sentem na própria pele as mazelas, e querem mudanças logo. Tratar com hipocrisia ou medo os problemas existentes no país, por mais que ele esteja em primeiro lugar no IDH, só levam a um caminho: o desespero.
Um comentário:
Meu Deus! Muito bom também! Adorei Daisy! Segundo texto que leio e também gostei demaaaisssss!!!
To até com vergonha de publicar algo meu!!
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